* Não houve aceitação da proposta da reitoria. Nem do valor proposto (R$ 3,00), nem da quant. de refeições (2.000) almoço e (500) jantar. Na reunião do CEBS (acho q é essa a sigla) ficou decidido como proposta oficial dos estudantes o valor de R$ 1,00 para refeição e aumento de refeições para o jantar.
O Reitor acabou não resolvendo nada nesta reunião, e decidiu convocar o Conselho Universitário para resolver a questão.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Resumo da Reunião com o Reitor Amaro Lins e a Pró-Reitora Ana Cabral na Reitoria. 27/08/2009.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Reunião do dia 18/08/2009
Na reunião passada poucos compareceram, e fixamos a próxima para o dia
01/09/2008.
* Um aluno do quarto período, Raphael Soartes, teve problemas com a matrícula,
que foi feita pela coordenação, e por isso veio nos procurar. Caso não
resolva ele deve encaminhar um relato do que ocorreu pra que o DA faça algo
a respeito.
* Pedro falou do que houve na reunião do CEB: uma dívida que o DCE
tinha e pagou com o repasse das carteiras de estudante, e foi fixado que o
próximo Congresso dos Estudantes da UFPE vai ter prioridade em refefinir o
estatuto do DCE, e uma reunião foi marcada pra terça passada à noite.
* Louise e Billy foram pra reunião do DCE, que deveria começar às 15h e marcar a
data do congresso esstudantil, só que a Correnteza, que ainda não assumiu os
cargos depois de 10 meses de eleição, conseguiu ficar até às 18h discutindo
o pode-não-pode assumir os cargos agora. Sugerimos que o congresso não fosse
entre 14 a 16 de outubro ou 12 a 25 de setembro por causa dos encontros de
Filosofia que devem se realizar nessas datas.
* Falou-se também sobre a urgência em nos organizarmos pra pegar o repasse
do DCE, pois como a gestão termina em novembro, corremos o risco de
perdê-la.
* Louise ficou de passar atas nas turmas pra listar o número de interessados no eventos
Interinstitucional e no Congresso de Estudos Clássicos.
Por hora, é isso.
Abraço.
Carta proposta.
Atualmente, um Diretório Acadêmico, assim como o movimento estudantil em geral, não se constitui factualmente numa força política de grande importância e legitimidade dentro do cenário nacional. Em contraposição a outrora, em que o “Inimigo totalitário da liberdade” era identificável, e as pessoas se dividiam politicamente em “de esquerda” e “de direita”. Classificação esta que por sua vez era transmitida para o campo ético dos “bons” e “maus” e em termos já por demais desgastados, esvaziados e, pior, sem sentido – pois este contexto já se foi e agora a realidade é outra.
A politização do movimento estudantil, e mais que isso, de toda a classe discente é, sem dúvida, de importância fundamental no sentido de conscientização de uma população jovem que carrega um grande potencial de reflexão e transformação social, principalmente se pensarmos na Universidade como espaço privilegiado para discussão e crítica da sociedade.
Porém, hoje em dia, essa politização tornou-se uma manipulação partidária de massas maleáveis de jovens dispostos.
Essa situação revela um movimento estudantil deslegitimado como órgão de representação e atuação política: assim como o DAFIL em relação tanto aos estudantes de filosofia, quanto aos professores. Sua estrutura física encontra-se abandonada, a cadeira de representação discente nos plenos do departamento está vazia, e há muito não vemos alguma ação ou evento produzidos pelo DAFIL.
E isso tudo num contexto de renovação dentro do nosso Departamento de filosofia: novos professores sendo contratados, nova chefia do departamento, nova coordenação do curso de graduação, nova edição da Revista Perspectiva Filosófica, o LABFIL (conquista a tanto tempo almejada e agora funcionando com sede própria), reforma do programa curricular do curso... Enfim, tantos novos espaços de diálogo que estão sendo abertos entre alunos e professores. Este clima de renovação precisa ser aproveitado e esses espaços, ocupados.
Toda essa conjuntura nos leva a acreditar que este é o momento para ter como metas de atuação do Diretório Acadêmico de Filosofia: 1) perseguir o sentido de agregação entre os estudantes – que já são poucos. Apesar de nossas diferenças individuais, é preciso que nos unamos em torno da necessidade de dar força e reanimar o DA para que se torne ativo e representativo; 2) A priorização de assuntos acadêmicos.
Isso significa que o que guia não só a formação desta chapa, mas também que norteará nossas ações e projetos, é o principio de voltar-se, antes de tudo, para as questões acadêmicas que envolvem as deficiências acumuladas no curso de filosofia de UFPE.
Nosso DA estará preocupado, por exemplo, com:
- A mediação professor-aluno; não como um órgão a defender os estudantes vitimizados frente a carrascos, nem para tomar uma posição de bajulação para com os professores; mas como entidade com força necessária para fortalecer e dar a forma de coletividade às reivindicações dos estudantes que, até então, tem sido feitas individualmente.
- Assegurar a transparência das instâncias de tomada de decisão do departamento. Como por exemplo, na seleção de alunos e distribuição de bolsas dos programas de monitoria e iniciação científica.
- Assegurar a participação dos estudantes nas instancias de tomada de decisão do departamento. Como por exemplo, na escolha das cadeiras ofertadas, e na contratação de novos professores e funcionários.
- O acompanhamento do andamento das disciplinas, prezando pela discussão e pelo cumprimento das ementas e pela transparência quanto aos critérios de avaliação.
Acreditamos que só assim conseguiremos, por ora, reanimar o DAFIL como órgão realmente representativo dos alunos, legítimo diante dos estudantes e dos professores, e trabalhando em prol da melhoria do curso.
Reconhecemos que esta linha de atuação é insuficiente e que reduz a potencialidade de ação política que um DA poderia ter. Mas diante da conjuntura já delineada de deslegitimidade e distância do DA em relação aos estudantes almejamos: a reestruturação, re-legitimação, estabelecimento de uma atuação freqüente do DAFIL na vida acadêmica do curso; como o primeiro passo necessário para o posterior fortalecimento de uma ação política mais ampla (por exemplo, na defesa de uma universidade pública e autônoma em relação aos assédios da iniciativa privada e do mercado sobre os nossos laboratórios, em defesa também das Humanidades que são esquecidas e desvalorizadas pela sua baixa produtividade quantificável, e com a participação em outras instâncias do movimento estudantil da universidade – CEB’s, FODA’s e DCE), que possa funcionar como instrumento de construção do curso, da universidade e da sociedade que queremos.